Zero acidente, uma meta a ser perseguida ou uma filosofia dentro do processo de formação de cultura de segurança?

Bom, tema um tanto controverso, e se fizermos uma pesquisa, acredito que poderemos ter respostas bem distintas.

Mas estou interessado em você, para você, o ZERO ACIDENTE é uma meta alcançável ou apenas algo banal que acaba se transformando em estratégia ou filosofia dentro das organizações?

Bom, alguns estudos mostram que os humanos cometem, em média, 5 erros por hora. Isso significa que, se tivermos 100 colaboradores trabalhando em um ambiente de trabalho, teremos coletivamente 4.000 erros por dia. 

Todos nós conhecemos a expressão “errar é humano”. Essa é uma verdade que independe de latitude, nacionalidade, etnia ou grupo socioeconômico. Erros humanos, respondem por exemplo, pela maioria dos acidentes de trabalho (mais de 90%), de automóvel (90%) e de avião (70%). Então como é possível obter o ZERO ACIDENTE?

Se pesquisarmos informações no “Observatório de Saúde e Segurança no Trabalho”, temos uma CAT sendo emitida a cada 50 segundos, isso contando apenas com os funcionários legalmente reconhecidos, ou seja, carteira assinada.

Estamos falando de um óbito a cada 4 horas em média. E se avaliarmos as pirâmides de perdas de acidentes disponíveis, vamos encontrar a relação de 30.000 desvios para 1 acidente grave ou fatal (referência Dupont). No exemplo acima, uma organização com 100 funcionários teria em média 40.000 erros ou desvios a cada 10 dias, logo, um acidente grave ou fatal dentro deste período correto?

Então, mudou de opinião? Acha mesmo que o ZERO ACIDENTE é uma meta alcançável??

Sim, é, o ZERO ACIDENTE É TOTALMENTE POSSÍVEL e te explico porque.

As estatísticas apresentadas tratam de todo o tipo de organização e cultura, e muitas delas não cumprem requisitos mínimos esperados de segurança e saúde ocupacional.

Agora olhando para as organizações que possuem processos estabelecidos de segurança e saúde, com certificações internacionais, dentre outros reconhecimentos, qual seria o motivo de ainda manterem altos índices de acidentabilidade? Em nossa experiência, isso ocorre porque o “mindset” da organização e a orientação da liderança não trata a segurança como um VALOR, simples assim.

O grande desafio é como transformar isso.

São processos complexos, mas possíveis, aqui dentro de nossa consultoria temos comprovadamente em mais de 120 plantas ao redor de 12 países, índices de acidentes consistentemente baixos. Tudo isso porque um processo de transformação cultural foi corretamente implementado.

Basicamente são processos que fazem com que a alta direção e suas lideranças promovam uma comunicação clara em todos os níveis de seus valores, crenças e objetivos para a segurança, valorização a Vida e cuidado com as pessoas.

A participação ativa, o engajamento, a disciplina e os reconhecimentos, caminham juntos em todas as vertentes dentro da organização.

O ZERO ACIDENTE pode sim ser uma meta, quando temos uma cultura de segurança com níveis intermediários de maturidade é possível determinar ZERO ACIDENTE para uma determinada área, por um determinado tempo, inicialmente para os acidentes que demandam afastamentos e futuramente para acidentes com e sem afastamentos para toda a organização.

Trabalhar a base da pirâmide de perda é o segredo do sucesso, porém nossa pirâmide não começa em desvios e sim nos valores, crenças e no “mindset” da alta direção e lideranças.

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