Onde a psicologia positiva pode ajudar nos Sistemas de Gestão e na Cultura Empresarial

Onde a psicologia positiva pode ajudar nos Sistemas de Gestão e na Cultura Empresarial

Saiba como ela pode ajudar na construção e na prática da cultura organizacional

A psicologia positiva representa, antes de mais nada, uma mudança de paradigma. Tradicionalmente, os estudos da mente e do comportamento humano foram guiados pelas doenças, pelo desequilíbrio mental que pode afetar algumas pessoas. A psicologia positiva, então, é o estudo da mente humana baseada na harmonia cognitiva e na sanidade, que acarretam a saúde emocional e na felicidade.

A psicologia positiva surgiu no final da década de 1990, por intermédio justamente de Martin Seligman, que propôs um enfoque totalmente inovador. O psicólogo passou a enfocar os motivos que faziam a vida de seus pacientes valer a pena. A partir de então, ele fez da busca pela felicidade o seu principal objeto de estudo e criou diversos métodos de treinar a mente para pensar de forma mais positiva.

Sua ideia principal é que uma pessoa que mantém o foco em pensamentos e situações positivas tem mais chances de tornar-se feliz. É um paradigma interessante para as empresas, principalmente no que tange a formação e apropriação da cultura organizacional. Afinal, o objetivo da aplicação da psicologia positiva não é corrigir problemas individuais, mas incentivar e prestigiar comportamentos e atitudes condizentes com a cultura organizacional.

Para quem está começando a explorar o assunto, vale a pena se concentrar, primeiro, em três pilares fundamentais.

1.Construa uma vida prazerosa

Trata-se de experimentar emoções positivas como gratidão, alegria, serenidade e esperança, tanto na vida pessoal quanto profissional.n Mas você precisa se esforçar em criar rotinas diárias que permitam encontrar prazer de forma duradoura. Parece simples, mas não é, você precisará ter um equilíbrio entre suas memórias do passado, seu presente e seu futuro. Todo este conhecimento pode ser transferido para o ambiente laboral, basta a liderança exercitar estes conceitos com sua equipe e desenvolvê-las.

2. Construa uma vida boa

Isso significa viver experiências que envolvam motivação, engajamento e alto desempenho.n Se você conseguir se desafiar diariamente, terá mais chances de se sentir triunfante e bem-sucedido antes de dormir. Como os líderes incentivam suas equipes? Como as equipes são reconhecidas? Como os desvios são corrigidos de maneira positiva e com participação de todos? Como está o estabelecimento do relacionamento entre todos? (confiança, liderança pelo exemplo, rapport, fedbacks, enfim).

3. Construa uma vida significativa

Uma vida com significado é quando você olha para trás e se orgulha do que fez, muitas vezes esta construção extrapola os bens materiais. Todos possuem pilares de sustentação da Vida, como amigos, família, ajudar ao próximo, possuir hobbies, desenvolver sua criatividade, sua espiritualidade, enfim, tente se lembrar do que já fez e o que gostaria de fazer no seu futuro. Como estes significados são tratados pela liderança?

Albert Bandura (1925), psicólogo canadense/norte americano que desenvolveu, ao longo de sua vida profissional, várias teorias baseadas em experimentos, traz sua contribuição para o tema do fortalecimento e engajamento dos colaboradores em uma cultura organizacional.

A primeira teoria é o determinismo recíproco, que estabelece uma relação de interdependência e contínua retroalimentação entre fatores individuais (cognição) e do ambiente (estímulos sociais) na formação do comportamento humano. Por exemplo, um indivíduo que não gosta de cumprir os procedimentos de gestão para a realização de suas tarefas tende a falhar nesse aspecto. Seu supervisor desaprova esse comportamento e acaba realizando uma observação e um acompanhamento mais próximo deste indivíduo. Por fim, este vê-se mais pressionado por aquele, reforçando sua repulsa em utilizar procedimentos de gestão para cumprimento de suas tarefas. Uma ação como essa, incentiva o supervisor a ser mais enérgico e tomar ações pela “força ou obrigação” e não pela “paixão e educação” criando um ciclo contínuo de “ordem e vigilância”. Um ambiente repressor pode influenciar no comportamento dos indivíduos que ali trabalham.

Se me permite, eu estava em um Congresso de Comportamento Humano realizado em Lima-Perú em 2016, quando o palestrante e psicólogo perguntou para mais de 200 pessoas. “Por que aplicamos medidas disciplinares em nossos funcionários”?. Toda a plateia permaneceu calada por mais de 5 minutos, inclusive eu, que apenas cochichei com um gerente corporativo de uma grande multinacional que estava ao meu lado.

Depois do silêncio, o próprio palestrante respondeu: – “porque funciona”. Todos ficaram calados e veio a explicação. Quando aplicamos multas de trânsito na população, quando deixamos um filho cumprindo um determinado castigo ou penalizamos alguém, este indivíduo envia ao seu cérebro um comando automático, “caso eu faça isso, serei penalizado” e por receio de ocorrer algo mais incisivo acaba não descumprindo a regra. Esta política de “ordem e vigilância” pode funcionar desde que seus superiores mantenham a vigilância e o controle, ao menor descuido, este indivíduo poderá não mais cumprir aquela determinada regra. Isso ocorre pelo fato de o indivíduo não ter internalizado a importância do comportamento. O ambiente imposto pela liderança tem influência direta no comportamento de sua equipe. Se utilizamos técnicas de ressignificação das coisas, podemos mudar estes comportamentos de maneira positiva.

Reforços positivos com exemplos práticos dos colegas ao lado, perguntas “provocativas” para exercitar a reflexão dos impactos em não cumprir determinadas regras e construção do aprendizado, pode ser um direcionamento adequado para uma situação como esta. Utilizamos o “modelo do ambiente” para mudar o comportamento, porém de maneira positiva.

Outra teoria é a do aprendizado social, que preconiza que o indivíduo aprende a se comportar pela observação de modelos e imitação. Caso o uso dos procedimentos de gestão seja estimulado e reconhecido publicamente, caso existam comunicados as pessoas de maneira positiva, dentre outras ações de engajamento, as pessoas tendem a adotá-los com mais facilidade, pois podem aprender pela observação que o “modelo da adoção” é benéfico e, assim, deve ser imitado. É claro que existem técnicas para apresentar os benefícios de se utilizar os procedimentos de gestão para cumprir as atividades do dia-a-dia. Estas técnicas passam por uma explicação do propósito do procedimento ou regra, passam em dar “feedbacks” ao seu pessoal e a praticar um pouco de RAPPORT. Esta sintonia com a equipe e a demonstração de participação da mudança de maneira conjunta, inspira a todos, gera confiança e aproximação/cumplicidade.

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Analisando o Food Safety

Analisando o Food Safety

Um overview sobre a prevenção contra contaminação de alimentos.

Há na indústria alimentícia normas e critérios de aceitação para prevenir a contaminação não intencional dos alimentos. Essa área de conhecimento recebe o nome de Food Safety, ou Segurança dos Alimentos, e é acompanhada por diversos organismos mundiais. Mesmo assim, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 350 mil pessoas morrem no mundo, anualmente, por intoxicação alimentar.

Boas práticas e controles de Food Safety são aplicáveis em todas as etapas dos processos, como manuseios, processamentos, medições, transportes e armazenamentos. Tudo para evitar a contaminação dos alimentos, que podem causar uma DTA (doença transmitida por alimento).

Com a filosofia “do campo ao prato”, tradução livre do inglês farm-to-fork, o Food Safety abrange toda a cadeia de valor, desde a qualidade da água do produtor de alimentos até a higiene nas gôndolas do varejista.

Os alimentos podem ser contaminados de várias formas, podendo ser divididas as contaminações em biológica, química e física. A contaminação biológica acontece na interferência de vetores vivos, como humanos, roedores, insetos e microorganismos. Eles carregam consigo os agentes patógenos, vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Acontece que os alimentos são ótimos lugares para reprodução de agente patógenos. Para você ter uma ideia, uma bactéria pode sobreviver em qualquer ambiente rico em glicose ou proteína, água, oxigênio, com pH neutro e com temperatura entre 5ºC e 60ºC.

As principais DTAs são as bactérias Salmonella, Escherichia coli., Staphylococcus aureus, Bacillus cereus, além das Coliformes, bem como o Rotavírus e o Norovírus.

A contaminação química acontece com qualquer substância química atípica que entra em contato com o alimento. Isso engloba, principalmente, defensivos agrícolas, aditivos agrícolas, adulterantes e até embalagens inadequadas, remédios e agentes naturais como a água.

Uma das etapas que mais requerem atenção com a contaminação química é a sanitização dos equipamentos industriais. Isso porque o processo envolve o uso de detergentes, hipoclorito de sódio e agentes químicos, cuja completa retirada deve ser inspecionada a cada ciclo de sanitização.

A terceira forma é a contaminação física, na qual há a presença de corpos estranhos, como cabelos, galhos, cascas ou pequenos pedaços de plástico. Ela é evitada com a adoção de procedimentos de Food Safety, principalmente nas etapas de transporte e manuseio.

O principal órgão regulamentador do Food Safety no mundo é a Global Food Safety Initiative (GFSI), que estabelece normas e critérios em relação à segurança dos alimentos, visando multiplicar, padronizar e viabilizar o Food Safety em toda a cadeia de suprimentos. Você pode conhecer mais a GFSI aqui.

A principal ferramenta utilizada para o Food Safety é a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), do inglês HACCP. Ela é derivada da famosa Análise de Falhas e seus Efeitos, com a sigla em inglês FMEA. A ferramenta mapeia e mensura os perigos de contaminação para estabelecer controles necessários para preveni-los ou mitigá-los.

Em suma, esse é o Food Safety, um dos quadrantes da Matriz de Riscos dos Alimentos: métodos de prevenção de contaminação dos alimentos ao longo da cadeia produtiva. Curta a página da Afam no Linkedin para receber as atualizações de nosso blog. Até breve!

Food Safety para embalagens

Food Safety para embalagens

Além dos alimentos, as embalagens precisam estar sob segurança de PPRs

O FSSC 22000 estabelece critérios para a segurança de alimentos no que tange as embalagens e seus materiais. Ele exige a implementação de programas de pré-requisito (PPR), que são, segundo a ISO 22000, “condições básicas e atividades necessárias para manter um ambiente higiênico ao longo da cadeia produtiva de alimentos”.

Por tratar de medidas básicas, o PPR foca nas condições rotineiras dos processos, que servem de base para toda a produção, principalmente nas etapas cujos perigos não são significativos. Por isso, podem receber o nome de Boas Práticas de Fabricação (BPF), por se tratarem de medidas genéricas e abrangentes.

Uma das normas que auxilia no processo de definição dos PPRs para embalagens é a ISO/TS 22002-4, que substituiu a antiga PAS 223. A ISO/TS 22002-4 engloba, dentre outros tópicos, layout e espaço de trabalho, disposição de resíduos, adequação de equipamentos, limpeza, manutenção, gerenciamento de materiais, controle de pragas estoque, retrabalhos etc.

Outra vantagem da implementação do FSSC 22000 em indústrias de embalagens para alimentos é a necessidade de documentar e rotular sobre alergênicos listados na RDC 26/15.

Para isso, é importante levantar potenciais pontos de contaminação cruzada, medir os riscos associados com o HACCP e estabelecer pontos críticos de controle.

A Afam Consultoria tem consultores especialistas em FSSC 22000, ISO 22000 e ISO/TS 22002-4. Agende uma reunião conosco para elaborarmos uma solução customizada no que tange o Food Safety para embalagens.

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