Como utilizar a abordagem de Riscos e Oportunidades a favor de sua empresa

Como utilizar a abordagem de Riscos e Oportunidades a favor de sua empresa

Temos notado que apesar das últimas versões das normas da série ISO possuírem uma idade média global de mais de 4 anos de existência (ISO 9001:2015, ISO 14.001:2015, ISO 45.001:2018 e ISO 22.000:2018) as organizações ainda possuem dúvidas acerca do objetivo central destas normas, que é o planejamento baseado em riscos e oportunidades.

A maioria das organizações perdem a oportunidade de integrar sua gestão estratégica, aos conceitos normativos das normas da série ISO no que tange a arquitetura do sistema de gestão. Veja o requisito: “As organizações devem levar em consideração questões internas e externas que possam afetar sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos pelo seu sistema de gestão” e “determinar e possuir ações para abordar os riscos e oportunidades”. Estes conceitos podem ser ampliados para toda a organização, e não apenas ao sistema de gestão em questão, caso a empresa perceba valor agregado ao requisito.

Estes conceitos, estão escritos nas normas, e todos nós sabemos, o problema é que as organizações perdem a oportunidade de usar uma excelente ferramenta oferecida pelas normas internacionais para gerir, juntamente com outros instrumentos de administração, o seu negócio e obter uma gestão integrada e harmônica.

Conhecer as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças abre uma visão interessante para um planejamento adequado. Abre uma excelente oportunidade para revisitar nossos processos, avaliar a maneira de gerir nosso negócio, verificar nossa maneira de pensar, repassar nosso mercado, nossos concorrentes, nossos custos, nossa maneira de desenvolver pessoas, nossa qualidade, nossas ações sustentáveis, enfim, uma série de questões que nem sempre são exigidas em processos de certificação por não serem obrigatórias pelas normas, mas que levam as organizações a pensarem do “porque” das coisas.

Por que seguir um caminho de empresa socio ambientalmente sustentável?

Por que aprimorar nossa qualidade, nossa entrega, nosso custo, nosso preço e nosso nível de serviço?

Por que cuidar de nossa força de trabalho de maneira genuína, leal e carinhosa?

Por que termos um produto mais seguro?

Por que proteger nossas informações?

O que pretendemos nesta matéria, não é apresentar uma metodologia para atender as normas da série ISO no que tange aos requisitos de “contexto da organização”, “necessidades e expectativas das partes interessadas” e “ações para abordar riscos e oportunidades”. Nossa intenção é incentivá-los a assistir um treinamento gratuito que fizemos utilizando-se da abordagem das normas internacionais, porém com uma visão um pouco além. Uma visão que leva em consideração as ações estratégicas e as necessidades empresariais para alavancar o aprimorar um negócio.

Algo inovador que desafia qualquer gestor a pensar de maneira diferente ante ao seu sistema de gestão e aos resultados que almeja para seu negócio.

Trata-se de um repasse cultural que deve levar em consideração o compromisso genuíno da alta direção, de seus líderes e todo o pessoal que ali trabalha.

Quando tiverem a oportunidade de ler nosso ,e.book e assistir nosso ,treinamento, vocês serão presenteados com uma excelente metodologia e uma abordagem que poderá ajudar a sua organização a integrar as ações e possuírem uma ferramenta no mínimo interessante e orientada a resultados.

O que é ISO 50.001?

O que é ISO 50.001?

A ISO “International Organization for Standardization” é uma organização fundada em 1946 e sediada em Genebra, na Suíça. Seu propósito é desenvolver e promover normas que possam ser utilizadas por todos os países do mundo.

A ISO 50.001 é uma norma que especifica requisitos para se estabelecer, implementar, manter e melhorar um sistema de gestão de energia.

A norma ISO 50.001:2018 foi elaborada pelo “Technical Committee Energy Management and Energy Savings” (ISO/TC 301) e aqui no Brasil esta norma foi traduzida pelo Comitê Brasileiro de Gestão e Economia de Energia (ABNT/CCB-116).

Sua implementação visa o aprimoramento contínuo do desempenho energético através da mensuração relacionada a eficiência energética, o uso da energia e seu consumo.

Norma inicialmente criada em 2011 que teve sua primeira revisão em 2018 para se assemelhar as demais normas da série ISO, como a 9001, 14001, 45001, dentre outras.

QUAIS AS VANTAGENS NA IMPLEMENTAÇÃO DA ISO 50.001?

A implementação eficaz da norma fornece uma abordagem sistemática para a melhoria do desempenho energético, por isso proporciona as seguintes vantagens:

· Torna as organizações mais competitivas através de sua contribuição na redução dos custos com energia e melhoria na eficiência.

· Leva as organizações a reduzirem os gases de efeito estufa relacionados ao seu consumo proporcionando uma imagem de empresa responsável.

· Facilita o cumprimento das metas de mitigação das mudanças climáticas.

COMO A ISO 50.001 ESTÁ ESTRUTURADA?

A norma ISO 50.001 não difere das demais normas da série ISO, portanto segue o padrão do Anexo SL – estrutura de alto nível que proporciona maior compatibilidade entre as normas da série.

A seguir os capítulos da norma:

Destacamos em negrito os requisitos que devem ser implementados.

Para entendermos o propósito da norma e os requisitos mais relevantes de sua estrutura, vale esclarecer algumas definições:

a. sistema de gestão da energia – SGE: sistema de gestão que estabelece uma política energética, objetivos, metas n energéticas, planos de ação e processo(s) para alcançar os objetivos e metas energéticas.

b. indicador de desempenho energético – IDE: medida ou unidade de desempenho energético, conforme estabelecido pela organização, podem ser expressos como uma métrica simples, razão ou um modelo, dependendo das naturezas das atividades sendo medidas.

c. linha de base energética – LBE: referência(s) quantitativa(s) fornecendo uma base para comparação do desempenho energético.

a. Uso significativo de energia USE: uso da energia responsável por substancial consumo da energia e/ou que ofereça potencial considerável para melhoria do desempenho energético.

Nesta matéria não retrataremos os requisitos 4 e 5 da norma por seguirem exigências análogas as demais normas da série ISO, porém deixamos um treinamento aprofundado a respeito da interpretação desta norma no final deste artigo. Você deverá apenas clicar no link para ter acesso a todas as informações.

Iniciaremos pelo requisito 6 por ser uma questão bem relevante nesta norma.

Já no planejamento a norma direciona as organizações a possuírem:

a. 6.1 Riscos e Oportunidades: Segue a mesma linha das outras normas da série, planejar a gestão considerando o contexto da organização, partes interessadas, política energética e ações que levam a melhoria contínua. A organização continua precisando planejar seu sistema de gestão baseado nos riscos e oportunidades como para as demais normas da série ISO.

b. 6.2 Objetivos, metas e planos: Segue a mesma linha das outras normas da série, porém o interessante que a norma incentiva o entrelaçamento com a política (idem as demais normas), os locais ou equipamentos com consumo de energia substancial (USEs), a revisão energética, os indicadores de desempenho e a linha base energética. Estes requisitos formam um conjunto muito interessante para a demonstração das melhorias. Vamos explicar os requisitos e no final colocaremos um resumo para facilitar o entendimento.

c. 6.3 Revisão energética: Nada mais é que, identificar os tipos de energia, avaliar o uso e consumo atual e passado, identificar os locais ou equipamentos com consumo substancial, determinar as variáveis de interferência (clima, tempo de operação, temperaturas, etc), determinar o desempenho e projetor seu futuro pensando na melhoria contínua.

d. 6.4 Indicadores de desempenho energético: Devem ser selecionados para proporcionar adequado monitoramento e medição do desempenho energético.

O interessante é que devem ser comparados com a linha base energética, que é o padrão para demonstrar o desempenho.

a. 6.5 Linha de base energética (LBE): A organização deve estabelecer uma ou mais LBE utilizando as informações da(s) revisão(ões) energética(s), levando em conta um período de tempo apropriado. É aqui que são estabelecidas as linhas para demonstrar a melhoria do desempenho. Grosseiramente podemos chamar de linhas comparativas.

b. Planejamento para coleta de dados energéticos: A organização deve assegurar que as características-chave de suas operações que afetem o desempenho energético sejam identificadas, medidas, monitoradas e analisadas em intervalos planejados.

Parece complicado, mas não é, tudo inicia na revisão energética conforme figura 01:

Figura 01: Revisão energética e a identificação dos USEs.

A ideia é mapear as nossas atuais fontes de energia, onde são utilizadas, verificar o uso e o consumo passado e presente e identificar nossos “grandes vilões – oportunidades”, denominados de consumo substancial – USEs.

Ainda não acabamos. Veja só. Após identificar os USEs, buscamos o entendimento das variáveis que afetam estes USEs (clima, horas de operação, etc) e normalizamos as energias para termos padrões de comparação. Veja a figura a seguir.

Figura 02: Relação USEs, variáveis que afetam estes USEs e normalização do desempenho.

Os indicadores são definidos e a melhoria contínua é comprovada conforme a próxima figura.

Figura 03: Relação da linha base e as oportunidades de demonstração de melhoria no desempenho energético.

Os requisitos 8, 9 e 10 seguem a mesma linha das normas da série ISO. Respectivamente, requisito 8: controles operacionais necessários para se alcançar os objetivos, requisito 9: com monitoramento e medição, incluindo avaliação de conformidade legal e o encerramento do ciclo com o requisito 10 tratando de não conformidades, ações corretivas e melhoria.

A CERTIFICAÇÃO NO BRASIL E NO MUNDO?

De acordo com as pesquisas realizadas pelo ISO Survey of Management System Standard Certifications, em 2019 tínhamos um total de certificados emitidos e válidos de 18.227, com cobertura a 42.215 sites no Mundo.

No Brasil, o País com mais certificados da América do Sul, eram na ocasião da pesquisa, 73 certificados emitidos e válidos, com uma cobertura de 96 sites.

Fizemos alguns recortes para terem uma ideia do ranking de certificados ao redor do Mundo, porém enfatizamos que esta não é a tabela completa da pesquisa.

O Brasil representa menos de 0.5 dos certificados emitidos e válidos no Mundo.

HPC 420 Segurança e Qualidade dos Produtos Saneantes e de Higiene Pessoal

HPC 420 Segurança e Qualidade dos Produtos Saneantes e de Higiene Pessoal

A segurança e a qualidade dos produtos saneantes e de higiene pessoal (sigla em inglês: Home and Personal Care – HPC) é uma preocupação global.

A globalização da produção e a aquisição destes produtos pela grande maioria da população, desperta em todos, a grande preocupação pelo fornecimento de produtos seguros e de qualidade.

Não é por a caso que a legislação brasileira possui através da ANVISA a RDC-48:2013, que aprova o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos de Higiene Pessoal, Cosméticos e Perfumes e a RDC-47:2013 que aprova o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Fabricação para Produtos Saneantes.

Dentro do âmbito dos sistemas de gestão, a Foundation HPC 420 (sede em Gorinchem, Stephensonweg 14, 4207 HB, Holanda) possui o padrão de gestão HPC 420: Global Safety and Quality Management System Certification Scheme for Home, Laundry & Personal Care Products.

Trata-se de um padrão global com esquema de certificação de terceira para sistemas de gerenciamento de segurança e qualidade de produtos saneantes e para higiene pessoal.

O HPC-420 é composto pelas normas ou padrões:

· BSI PAS 420:2014, Product safety management system for the manufacturing of home and/or personal care products and the raw/packaging materials used for their manufacture.

· Norma ISO 9001:2015: Sistema de Gestão da Qualidade – Requisitos.

· Norma ISO/IEC 17.025:2005: Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração.

Dentro do escopo do HPC-420, existem documentos que abrangem as seguintes áreas:

· a fabricação de produtos de cuidados com a casa (saneantes, domissanitários como por exemplo: – detergentes, amaciante de roupas, pastilhas para lavar louça etc).

· a fabricação de produtos de higiene pessoal (por exemplo, shampoo, batons, almofadas de algodão, sabonete).

· a fabricação (bio) química (ingredientes de HPC, por exemplo, vitaminas, aditivos e bioextratos.

· a fabricação de embalagens de produtos HPC (por exemplo, contato direto e indireto com os produtos HPC).

Será na fabricação de embalagens para produtos HPC que iremos envidar nossos esforços daqui por diante.

A FSSC 22000 apoiou um projeto para desenvolver um módulo de embalagem de não alimentos (HPC 420). Este projeto foi iniciado a pedido da Procter & Gamble (P&G) e ALPLA.

O módulo de embalagem de não alimentos (HPC 420) foi elaborado por um grupo de trabalho FSSC 22000- P&G com base em um conjunto de requisitos fornecidos por membros do iCompliance (*) e deve ser usado em combinação com FSSC 22000.

Ao aplicar o Módulo, os processos de fabricação de alimentos e não alimentos são cobertos pela certificação.

Existe agora um módulo adicional que cobre os requisitos HPC 420 (não alimentares) que não são cobertos pelo FSSC 22000.

O FSSC 22000 incluindo o Módulo pode ser usado para auditar um local de fabricação de embalagens que fabrica materiais de embalagem de alimentos e não alimentos.

Temos então a oportunidade de certificar empresas fabricantes de embalagens em FSSC 22000 (embalagens para fins alimentares) e HPC-420 (embalagens para fins não alimentares).

(*) Uma associação entre a Fundação HPC-420 e à Foundation for Strategic Sourcing, F4SS para definir um padrão único de auditoria para se evitar múltiplas auditorias quando se trata de sistema de gestão da qualidade e segurança de produto para Home Care.

Como descartar o resíduos de acordo com sua classificação?

Como descartar o resíduos de acordo com sua classificação?

Classificação de resíduos determinada pela ABNT NBR 10.004/04

Uma gestão de resíduos eficaz começa com sua correta classificação, pois desta forma é possível determinar o mais adequado processo de tratamento final.

A classificação dos resíduos envolve a identificação do processo ou atividade que lhes deu origem e de seus constituintes e características, e a comparação destes constituintes, cujo o impacto ao meio ambiente e a saúde é conhecido.

No Brasil, a ABNT NBR 10.004/04 classifica os resíduos sólidos (exceto radioativos) quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente.

A primeira é a Classe I – Perigosos, que devido a sua periculosidade, apresentam risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças ou acentuando seus índices, bem como riscos ao meio ambiente quando gerenciados inadequadamente. Estão inclusos na Classe I resíduos com inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade, conceitos definidos na própria norma.

Sobre a destinação foi estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRSLei 12.305/10) que alguns resíduos de Classe I devem retornar aos seus fabricantes, para que estes possam ser devidamente reciclados, incinerados ou dispostos em aterros. É o caso por exemplo de agrotóxicos, pilhas, baterias, pneus, óleos lubrificantes, componentes eletrônicos e lâmpadas.

Já para o descarte de resíduos ambulatoriais, químicos ou biológicos, deve ser feita uma segregação e identificação desde o início, evitando a reinserção dos mesmos no processo. Pérfuro-cortantes, como agulhas e utensílios médicos, devem ser acondicionados com segurança.

Direcionada aos resíduos de saúde, a RDC 222/2018 – Regulamenta as boas práticas de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e dá outras providencias. Desta forma, o PGRSS deve ser elaborado para o atendimento a esta legislação.

Outro processo de tratamento final muito conhecido e aplicado aos resíduos Classe I, é o coprocessamento, que consiste na queima dos resíduos em fornos de cimento, em condições estritamente controladas, onde se usa os resíduos em substituição parcial ao combustível que alimenta a chama dos fornos no processo de fabricação de cimento. A alta temperatura da chama, o tempo de residência dos gases, a turbulência no interior do forno e vários outros parâmetros da combustão na produção de cimento são ideais e até superiores aos padrões exigidos para a destruição ambientalmente segura de resíduos perigosos.

Outra forma de resíduo enquadrado na Classe I, são os efluentes líquidos industriais. No geral, o descarte destes se dá através de infraestrutura de estação de tratamento de efluentes, onde são processados de modo a eliminar sua carga de contaminação, a níveis aceitáveis de acordo com as legislações aplicáveis, para em seguida serem lançados para a rede pública coletora ou diretamente em corpos de água.

A Classe II refere-se aos resíduos não perigosos, e estes são subdividos em:

Classe II A – Não Internes, são resíduos não inertes, ou seja, que podem se misturar à natureza posteriormente através da biodegradação, combustão ou solubilização em água. Mesmo não sendo perigosos, trazem riscos à saúde humana ou ao meio ambiente quando descartados de forma inadequada.

São materiais como restos de alimentos, papel e papelão, metais não inertes (ferro, cobalto, níquel, tungstênio), filtros não perigosos ou plásticos em geral. São resíduos com alto potencial de reciclagem, e essa é sua destinação mais adequada. Quando a reciclagem ou reuso não são possíveis ou viáveis, coprocessamento ou aterro sanitário são opções de tratamento final.

Classe II B – Inertes, não sofrem alterações de composição ao longo do tempo. São os entulhos de construção civil, pedras, areia, vidro, borracha, isopor, madeira e metais inertes (alumínio, ouro, prata, platina, paládio e cobre). Muitos resíduos Classe II B – Inertes podem ser reciclados ou reutilizados, como por exemplo os entulhos de construção podem ser enviados para britagem e reutilização. A madeira pode ser destinada para alimentar fornos que são usados para fabricação de outros produtos. Vidros e metais encaminhados para processos de reciclagem. A última alternativa recomendada para tratamento final de resíduos classe II é o aterro.

A Afam Consultoria tem consultores especialistas em gestão de resíduos, auxiliando sua empresa na implementação de procedimentos e processos adequados à legislação e às boas práticas de gestão de resíduos. Para saber mais, entre em contato conosco aqui.

Para mais novidades, siga-nos no Linkedin.

Até a próxima!

Como descrever uma não conformidade

Como descrever uma não conformidade

Aprenda com a consagrada sigla 5W e 1H

Descrever uma não conformidade vai além de pontuar um erro ou fazer uma descrição negativa em uma auditoria. O registro dela serve como instrumento de aprendizado e melhoria contínua. Por isso, deve existir um método padronizado de descrevê-las, e a Afam Consultoria cita o consagrado 5W e 1H. Esta metodologia aborda todos os aspectos que cercam a ocorrência e que podem servir para a elaboração das soluções.

São eles:

When: Quando a não conformidade aconteceu?

What: O que aconteceu de fato?

Who: Quem é o responsável? Quem presenciou o fato? Quem participou?

Where: Onde a não conformidade aconteceu?

Why: Por que a não conformidade precisa ser descrita?

How: Como a não conformidade aconteceu?

Vamos imaginar uma situação: o analista da qualidade chega ao seu trabalho, pela manhã, e se depara com a seguinte descrição: “transbordamento de tanque na ETE”. É uma informação incompleta, que não diz muita coisa que possa ajudar futuramente. O analista vai pesquisar, e descobre variáveis importantes e ao final do dia, reescreve a não conformidade desta forma:

No dia 15 de abril de 2019, às 8:00h horas do primeiro turno (when quando), o operador Carlos Colombo (who / quem) presenciou um transbordamento (what / o quê) no tanque TAG 09778 da ETE (where / onde), motivado por um sensor inoperante (how/ como), contradizendo as determinações do requisito 8.1 da norma NBR ISO 14001:2015 e ao procedimento interno POC 03 de manutenção e inspeção (por que /why) (a não conformidade precisa ser descrita porque contradiz um requisito normativo e a um procedimento).

Com essa descrição mais robusta, o responsável por investigar a causa raiz e implementar a solução tem vários elementos que podem ajudá-lo. Muitos sistemas e planilhas já contam com campos específicos do 5W e 1H ou 5W/2H. Quando isso não acontecer, é importante registrar a não conformidade num texto onde todos possam entender.

A Afam Consultoria oferece esse e muitos outros “insights” para seu sistema de gestão, sempre alinhada às tecnologias e boas práticas contemporâneas. Para saber mais, entre em contato conosco.

CONHEÇA OS PRODUTOS DA AFAM E NOSSAS INOVAÇÕES PARA ATENDER A DEMANDA DA INDÚSTRIA 4.0

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Saiba mais sobre as possibilidades de gestão ambiental e segurança no trabalho

O nome Indústria 4.0 foi usado, inicialmente, na Ha over Messe, feira tecnológica alemã, em 2011. Na ocasião, estava sendo anunciado um grupo de trabalho governamental para a automatização da manufatura do país. O relatório final, com definições e recomendações, foi emitido dois anos depois.

O termo dá continuidade às outras três revoluções industriais da história. Em comum, as quatro contam com a inserção de novas tecnologias para aumentar a eficiência dos processos, reduzir custos e oferecer mais controle para os gestores.

Na primeira revolução industrial, no final do século XVIII, foram introduzidas nos processos produtivos as máquinas movidas a vapor ou a água. As prensas e os teares são grandes símbolos dela. Já a segunda revolução contou com a adoção de sistemas de base para produção e transporte de mercadorias, como as ferrovias, os telégrafos e a energia elétrica de alta tensão.

A terceira revolução industrial que aconteceu após 1950, foi marcada por substituir sistemas analógicos e mecânicos por sistemas digitais. Houve uma grande busca pelos computadores e pela tecnologia da informação. Nessa segunda década do século XXI, a indústria 4.0 apresenta a introdução de novas tecnologias, as quais pontuamos algumas delas:

Internet das Coisas

A IoT (internet of things, em inglês) é a conexão de vários dispositivos através da internet, possibilitando a comunicação máquina- máquina e máquina-homem. Os dados coletados são compartilhados e tratados por todos.

Big Data

A análise Big Data refere-se as técnicas e cálculos em bancos de dados enormes de diferentes naturezas. Essa tecnologia é capaz de descobrir tendências, padrões e correlações de dados diversos sem que haja uma premissa inicial de estudo.

Cloud Computing

A computação na nuvem refere-se a serviços e aplicativos hospedados na internet. A principal vantagem é a substituição de toda a infraestrutura de TI, como hubs e servidores por uma boa conexão com a internet, pela qual as mesmas plataformas e funcionalidades podem ser executadas.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial (IA) conta com a inserção de algoritmos que simulam o raciocínio humano, que inclui descobertas, generalizações, formulações de hipóteses, melhores práticas, enfim…., é um processo de aprendizado pela prática nos computadores.

Realidade Virtual

A realidade virtual é a simulação de eventos físicos em ambientes digitais. Por exemplo, hoje já temos treinamentos para aperfeiçoar a percepção de riscos de segurança no trabalho com realidade virtual. A AFAM já está participando de projetos para o desenvolvimento destes treinamentos em parceria realizada no ano de 2020. Atualmente nosso cliente Unilever – Unidade Indaiatuba, utiliza esta tecnologia na área de gestão de segurança.

Benefícios

São inúmeros os benefícios da adoção das tecnologias da indústria 4.0, redução de custos, agilidade na informação, segurança na informação, maior conectividade, dentre outros benefícios.

Mas onde a AFAM se encaixa?

Atualmente já está sendo comercializado pela AFAM em parceria com a MD Safety – AFAM MD SAFETY Aliance, um programa que permite a emissão de permissões de trabalho para todas as atividades de risco.

Isso mesmo, temos um sistema que permite a emissão de permissões de trabalho com atendimento integral as Normas Regulamentadoras, com assinaturas digitais, checklists para análise preliminar dos riscos, monitoramento em tempo real de todas as permissões em andamento na planta e todos os cheklists de inspeção concernentes aos equipamentos utilizados como: – escadas, andaimes, munck, cintos de segurança, guindastes, dentre outros equipamentos. Contamos ainda com cadastro e gerenciamento dos terceiros, dados criptografados e tudo gerenciado em um servidor externo em nuvem para não sobrecarregar o sistema operacional de sua empresa. O sistema permite conectividade com todos os usuários e gerenciamento em tempo real.

Essas soluções da indústria 4.0 são, mais do que um estado final, um caminho a ser percorrido, aprimorando os processos atuais e oferecendo melhorias gradativas em seu sistema de gestão.

Antenada às transformações de nossos tempos, a Afam Consultoria oferece demonstração grátis e customização dos serviços para que seus formulários em papel se transformem em uma ferramenta poderosa de “compliance” e gestão. Caso tenha interesse, entre em contato conosco. pois será uma satisfação compartilhar com você mais esta conquista.

Conheça também nossa parceira MD Safety em seu website, bem como neste vídeo sobre como emitir uma permissão de trabalho digital (PTD).

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